Penso que o apóstolo Paulo era um cara famoso, daquele tipo que recebia festa de boas-vindas nas igrejas que freqüentava. O ministro o chamava lá na frente e dizia que era “um motivo de grande alegria” tê-lo naquela cidade e, no final do culto, formava-se uma fila gigante para cumprimentá-lo. Aposto até que os presbíteros e diáconos disputavam a chance de hospedá-lo.
Embora Paulo fosse tão popular, o seu ministério tinha uma peculiaridade. Ele era um eterno visitante de igrejas. E talvez por isso enxergasse o que os membros não viam: os visitantes – pessoas como ele, que, por serem anônimas, poderiam entrar e sair sem ser notadas, como verdadeiros fantasmas vivos.
Quando, na primeira carta aos coríntios, o apóstolo fala acerca do uso dos dons espirituais, ele deixa clara a preocupação com os visitantes. Como eles interpretariam um bando de gente falando línguas espirituais? Será que eles achariam todos doidos? Será que voltariam no domingo seguinte?
Nem a igreja em Corinto nem as igrejas de hoje poderiam perder uma alma já depois de tê-la atraído para a comunidade cristã. Paulo sabia disso, você também deveria saber.
O ministério de Paulo foi inegavelmente um dos maiores do mundo cristão. Pela vida dele, pelo estudo ponderado do caráter de Cristo ele ajudou a consolidar a Igreja e deu a base doutrinária que lhe serve de fundamento até hoje. Mas uma de suas preocupações se perdeu no tempo e eu volto a ela (pedindo desde já desculpas pela delicadeza do assunto): e os visitantes?
Quando Jesus ensina que a Palavra deveria ser levada a toda criatura, ele comissionou a Igreja a dar um passo além da entrega da mensagem. Na minha Bíblia está escrito em Mateus que ele mandou fazer discípulos. Em Marcos, ele diz pregar e batizar. Um discipulador conhece intimamente o seu discípulo; quem batiza sabe muito sobre quem tira das águas.
Isso é muito mais profundo do que introduzir no louvor aquelas velhas cantigas cujos coros são “que bom que você veio aqui também, queremos te dar nosso carinho e dizer que você é especial” e variações de mesma semântica. Quer saber a verdade? Essa é a parte do culto que mais deixa um visitante desconcertado. Afinal ele está ali buscando ser um igual, mas é tratado sempre como um diferente, quase um ET.
Se você é dessas pessoas que canta, aperta a mão do visitante e nem sequer se dá ao luxo de perguntar o seu nome, saiba isso não tem nada a ver com a grande comissão de Jesus. Pelo contrário. Se a igreja é a casa do seu pai, você comete uma falta de educação tremenda ao não se introduzir a quem a visita e ao fazer pouco caso da presença dessa pessoa.
Em pratos limpos (se é que podem ficar mais ainda): por que a Igreja gasta hoje toneladas de dinheiro com evangelismo e missões quando seus membros são incapazes de receber da maneira correta e educada alguém que, alcançado pelo evangelho, busca Jesus ali?
Quem entra numa igreja quer muito mais do que ouvir a Palavra de Deus. Isso qualquer um pode ver pela internet, abre a bíblia em casa, liga a tevê num canal de crentes. Não se iluda: quem ainda se arrisca a visitar uma igreja hoje quer ganhar um abraço, quer contar o nome, o endereço, o telefone; quer saber como é a sua vida das pessoas que estão ali e talvez queira até se inspirar nela para enfrentar uma semana difícil. Quem sai de casa para ir a um culto quer conhecer o corpo de Cristo e saber como vivem os “filhos de Deus”.
Um visitante não quer ser chamado de irmão só porque esse “apelido” livra as pessoas da obrigação de saber o seu nome verdadeiro. Ele quer ser chamado de Lucas, de Mariana, de Camila. Quer receber uma oração pessoal, quer receber uma ligação no meio da semana só para saber se está tudo bem. Quer o carinho, a amizade, a educação dos cristãos.
Da próxima vez em que você fizer uma doação numa conferência missionária, pense nisso: você conhece mesmo a pessoa que está na sua igreja? Aquela que sentou a dois metros de você, chegou sozinha, não falou com ninguém. De repente ela já foi alcançada pela Palavra, mas precisa de você para fazer sentir a presença de Jesus na vida dela.
Quando eu era criança achava que o mundo evoluiria tanto que os cientistas inventariam um creme que, ao ser passado num corpo, ele desapareceria. Eu sonhava ser invisível por um dia. Os cientistas ainda estão longe da façanha, mas no Corpo de Cristo isso só não é absolutamente possível como acontece reiteradamente. Se você duvida, eu lanço o desafio: vá a uma igreja onde você é um ilustre desconhecido e veja como é interessante ser fantasma.
Embora Paulo fosse tão popular, o seu ministério tinha uma peculiaridade. Ele era um eterno visitante de igrejas. E talvez por isso enxergasse o que os membros não viam: os visitantes – pessoas como ele, que, por serem anônimas, poderiam entrar e sair sem ser notadas, como verdadeiros fantasmas vivos.
Quando, na primeira carta aos coríntios, o apóstolo fala acerca do uso dos dons espirituais, ele deixa clara a preocupação com os visitantes. Como eles interpretariam um bando de gente falando línguas espirituais? Será que eles achariam todos doidos? Será que voltariam no domingo seguinte?
Nem a igreja em Corinto nem as igrejas de hoje poderiam perder uma alma já depois de tê-la atraído para a comunidade cristã. Paulo sabia disso, você também deveria saber.
O ministério de Paulo foi inegavelmente um dos maiores do mundo cristão. Pela vida dele, pelo estudo ponderado do caráter de Cristo ele ajudou a consolidar a Igreja e deu a base doutrinária que lhe serve de fundamento até hoje. Mas uma de suas preocupações se perdeu no tempo e eu volto a ela (pedindo desde já desculpas pela delicadeza do assunto): e os visitantes?
Quando Jesus ensina que a Palavra deveria ser levada a toda criatura, ele comissionou a Igreja a dar um passo além da entrega da mensagem. Na minha Bíblia está escrito em Mateus que ele mandou fazer discípulos. Em Marcos, ele diz pregar e batizar. Um discipulador conhece intimamente o seu discípulo; quem batiza sabe muito sobre quem tira das águas.
Isso é muito mais profundo do que introduzir no louvor aquelas velhas cantigas cujos coros são “que bom que você veio aqui também, queremos te dar nosso carinho e dizer que você é especial” e variações de mesma semântica. Quer saber a verdade? Essa é a parte do culto que mais deixa um visitante desconcertado. Afinal ele está ali buscando ser um igual, mas é tratado sempre como um diferente, quase um ET.
Se você é dessas pessoas que canta, aperta a mão do visitante e nem sequer se dá ao luxo de perguntar o seu nome, saiba isso não tem nada a ver com a grande comissão de Jesus. Pelo contrário. Se a igreja é a casa do seu pai, você comete uma falta de educação tremenda ao não se introduzir a quem a visita e ao fazer pouco caso da presença dessa pessoa.
Em pratos limpos (se é que podem ficar mais ainda): por que a Igreja gasta hoje toneladas de dinheiro com evangelismo e missões quando seus membros são incapazes de receber da maneira correta e educada alguém que, alcançado pelo evangelho, busca Jesus ali?
Quem entra numa igreja quer muito mais do que ouvir a Palavra de Deus. Isso qualquer um pode ver pela internet, abre a bíblia em casa, liga a tevê num canal de crentes. Não se iluda: quem ainda se arrisca a visitar uma igreja hoje quer ganhar um abraço, quer contar o nome, o endereço, o telefone; quer saber como é a sua vida das pessoas que estão ali e talvez queira até se inspirar nela para enfrentar uma semana difícil. Quem sai de casa para ir a um culto quer conhecer o corpo de Cristo e saber como vivem os “filhos de Deus”.
Um visitante não quer ser chamado de irmão só porque esse “apelido” livra as pessoas da obrigação de saber o seu nome verdadeiro. Ele quer ser chamado de Lucas, de Mariana, de Camila. Quer receber uma oração pessoal, quer receber uma ligação no meio da semana só para saber se está tudo bem. Quer o carinho, a amizade, a educação dos cristãos.
Da próxima vez em que você fizer uma doação numa conferência missionária, pense nisso: você conhece mesmo a pessoa que está na sua igreja? Aquela que sentou a dois metros de você, chegou sozinha, não falou com ninguém. De repente ela já foi alcançada pela Palavra, mas precisa de você para fazer sentir a presença de Jesus na vida dela.
Quando eu era criança achava que o mundo evoluiria tanto que os cientistas inventariam um creme que, ao ser passado num corpo, ele desapareceria. Eu sonhava ser invisível por um dia. Os cientistas ainda estão longe da façanha, mas no Corpo de Cristo isso só não é absolutamente possível como acontece reiteradamente. Se você duvida, eu lanço o desafio: vá a uma igreja onde você é um ilustre desconhecido e veja como é interessante ser fantasma.



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